Monday, January 29, 2007

Apocalypto [Filme]

Apocalypto, Mel Gibson (4,5/10)

Ontem quando cheguei em Campinas fomos direto pro Iguatemi. Estávamos com fome e com vontade de ver um filme, mas como tava caindo o mundo por aqui, precisávamos de um estacionamento coberto. Chegando lá, tínhamos duas opções: Déjà Vu e Apocalypto. Escolhemos o que prometia mais, confiando no Mel Gibson... Não vou dizer que fizemos a escolha errada, porque vai que Déjà Vu é pior ainda... mas que Apocalypto é bem mais ou menos, isso ele é... longas cenas chatas, uma caminhada interminável de uma aldeia até a "cidade" onde a mesma coisa acontece 532 vezes, completa falta de tensão, um dos finais mais absurdos dos últimos tempos... enfim, foi difícil achar coisas boas nesse filme. Mas, com um pouco de esforço a gente sempre consegue. Tem umas duas cenas engraçadas, uma delas durante o final absurdo, e uma cena de briga legal, também durante a perseguição final... e só!!!!!! e tá com 7,6 no IMDb!!!!! Acho que é o efeito Novo Mundo.

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Olá, queridos leitores imaginários. No último mês eu negligenciei completamente o blog, não falei mais praticamente nada sobre a viagem. Acho que todos podem imaginar alguns motivos, e quase todos devem ser verdade. O fato é que agora, a viagem acabou. Estou de volta a Campinas, e até um pouco feliz com isso!! :-) A verdade é que esse negócio de viajar com mochila nas costas cansa depois de um tempo, então se alguém me perguntar eu vou dizer que, por sorte, eu escolhi o melhor tamanho possível para essa viagem: um mês e meio. Acho que se tivesse voltado antes, ia ficar com um imenso gostinho de quero mais. E se tivesse ficado mais tempo, ia ficar cada vez mais cansado, cada vez mais com vontade de estar em casa. Agora, as histórias pra contar é que não faltam. Só que agora, é lógico que minha preguiça não vai permitir que eu as escreva aqui, quem quiser ouvi-las vai ter que dar um jeito de me encontrar pra tomar um chopp, cerveja, vinho, até, quem sabe, coca-cola!! A partir de agora, vou tentar continuar escrevendo por aqui, mas sobre o que for acontecendo, a sessão "Viagem da Europa" já era... vamos ver quanto tempo dura minha paciência!!

Friday, January 5, 2007

Ainda tou vivo

Eu tenho sido meio relapso com meu blog ultimamente, eu sei... mas eu tinha que compartilhar essa experiencia de hoje, porque agora eu me sinto mais vivo, uma pessoa diferente. Quando eu acordei hoje no hostel, eu escutei uma noticia preocupante: "Acabou a agua quente." Lembrem que eu estou em Roma, um frio desgracado, e eu precisava tomar banho (quase 48hs sem banhos). Entao, depois do cafe da manha, eu me dei conta de que a agua quente nao ia voltar... o que eu fiz?? Encarei a fera e tomei o banho frio mesmo.... Puta que Pariu!!! Sabe agua da geladeira, quando voce bebe e doi a garganta?? Pois eh, foi mais ou menos por aih... agora eu me sinto outra pessoa, mais viva (depois de quase morrer de frio)!!!! Eu pareo diferente???


Bem, soh pra completar entao, eu tou devendo uma descricao completa de Barcelona, a melhor cidade da historia, e a historia de como eu cheguei em Roma e a quantidade de coisas impressionantes que se ve por aqui... eu vou chegar lah, prometo!!!!! Vou tentar escrever hoje mais tarde sobre Barcelona, enquanto a memoria tah fresca ainda. Soh queria dizer que meu Reveillon foi maravilhoso, e desejar que o de todos voces tambem tenha sido!!!!!!

Thursday, December 28, 2006

A Long Way Down (Livro)

A Long Way Down (Uma Long Queda), Nick Hornby (7/10)

Vou fazer um hiato da viagem para falar um pouco do livro que eu acabei de ler, A Long Way Down, do Nick Hornby. Ele é o autor de Alta Fidelidade, entre outros livros muito bons, e é um dos meu escritores preferidos da atualidade. Ele ja havia escrito quatro livros antes, todos muito interessantes, dos quais o meu preferido eu ja citei. Todos tinham uma coisa muito forte em comum: eles tinham uma caracteristica auto-biografica muito forte. Ele escreveu este livro como resposta ao desafio de que talvez ele soh conseguisse escrever livros assim. E se saiu muito bem, na linha opinião.

O livro conta a historia de quatro pessoas muito diferentes que decidem, cada um por um motivo, se suicidar. Além disso, resolvem pular do topo do mesmo edificio, na mesma noite. Eles se encontram momentos antes de arem o ultimo passo e isso, logicamente, os impede. O livro conta então o caminho percorrido por esse grupo estranho depois desse encontro peculiar. Desde seus outros livros, o Nick Hornby jah havia demonstrado uma habilidade incrivel para lidar com temas dos mais variados com um toque de humor e leveza, sem no entanto subestimar a importancia da situação. Eu acho que esse equilibrio é o grande trunfo do livro, transformando um assunto pesado numa leitura incrivelmente agradavel, sem perder em qualquer momento a profundidade da discussão.

Monday, December 25, 2006

Confusões

Bem, nesses ultimos dias foi impossivel atualizar o blog. Foi uma confusão atras da outra, mas sobrevivemos. Primeiro um rapido resumo de como foi minha saida de Londres, depois, em outro post, conto como foram meus ultimos dias lah; e num terceiro conto sobre o natal.


O plano original era eu pegar um aviao no sabado de Londres para Paris e encontrar com Arros e a mãe dele no aeroporto. Ele teria pegado um voo de Salvador para Fortaleza, depois para Madrid onde a mae dele o esperava, depois os dois juntos para Paris. Lah nos encontrariamos os tres com uma amiga dele, que nos levaria à estação de trem para virmos para Ambrières, onde todos nos esperavam para o Natal. Bem, não foi bem isso que aconteceu.


Quando Arros chega a Fortaleza na sexta-feira de manhã, feliz e sorridente, para pegar o voo a noite para Madrid a primeira bomba: a Air Madrid faliu. (nesse ponto da historia seria interessante mencionar que o voo dele era Air Madrid, pelo beneficio do leitor menos perspicaz). Essa noticia eu recebi minutos depois em Londres com um bom nivel de tensão... nao haviam outros voos de Fortaleza para a Europa, então o mais prudente a fazer seria voltar para Salvador. Infelizmente estamos no Brasil e a situação dos aeroportos não é das melhores. Conclusão, Arros passou o dia e dormiu no aeroporto de Fortaleza à espera de um voo. Ate o meio-dia de sabado, quando saih de Londres, ele ainda estava lah. Quando cheguei em Paris, com 3 horas de atraso, ele ainda estava lah. Depois de uma pequena confusão (+- 30 min, pequena dada a situação), encontrei com tia Darci (a mãe) e Daphne (a amiga). Pra encurtar a historia, perdemos o trem pra Ambrières mais ou menos na mesma hora que ele conseguiu um voo para Salvador.


Dormimos então em Paris na casa de Daphne, que nos salvou de uma noite fria demais para estar sem teto. Arros pegou o voo de 23hs para Madrid, que chega meio-dia por lah. Ele teria depois que fazer uma conexão para Paris. Esperavamos então que ele ligasse de Madrid para que a gente esperasse ele no aeroporto na hora certa e pudessemos correr para o trem. Bem, às 4hs da tarde ele nos liga: "Estou aqui em Paris, venham me pegar".


Duas horas depois, estavamos lah. Esquecendo o fato de que ele falou o terminal errada pra gente pegar ele, oq soh atrasou mais um pouco nosso horario desesperado, estavamos a meia hora de distancia da estação de trem, e faltavam 30 minutos pro ultimo trem sair. Depois de uma correria absurda e de literalmente segurar a porta do trem para ele nao poder sair enquanto Arros botava as malas pra dentro, estavamos a caminho de Laval, onde Audrey nos pegaria para nosso Natal... Nos soh não sabiamos um detalhe: o trem nao era direto, precisavamos fazer baldeação.


3 estações depois de onde deviamos ter feito a baldeação percebemos que não estavamos no rumo certo e saltamos do trem. Nos informamos e ligamos pra Audrey. Tinhe um trem saindo em 3(!!!!!!) minutos voltando na direção que viemos e que pararia num lugar onde dava pra ela pegar a gente (isso pq ela jah estava quase em Laval). 21:35 chegamos a Le Mans, +- 1 hora de distancia do nosso jantar de Natal (e todos nos esperando para comer, por sinal).


Finalmente, às 22:40 de 24/12/2006 terminou a nossa jornada e pudemos chegar ao nosso jantar de Natal, onde todos nos esperavamos menos mal humorados do que se poderia imaginar, dado o atraso....


Que historia imensa, hein?!?! Tanto que nem vou escrever mais hoje... vou soh deixar uma foto minha na catedral de Notre Dame, na manhã não programada que eu tive em Paris...

Royal Holloway


Essa é a entrada. Bonita???

Thursday, December 21, 2006

O Quinto Dia (como lembrado no sexto)

O quinto dia eu vou contar bem en passant, porque não aconteceu tanta coisa mesmo... foi o tão esperado dia em que eu fui visitar Royal Holloway, uma universidade foda em segurança (e criptografia) aqui da Inglaterra, pra conhecer um professor que é O cara na área que eu ando pesquisando. Fui recebido por um professor brasileiro de lá, o Carlos Cid, que foi incrivelmente gente boa comigo e me apresentou a todos por lá. O Kenny Paterson, o professor que eu vim conhecer, também foi incrivelmente gente boa, e se interessou pelo trabalho... conclusão resumida: se eu tiver dinheiro pra me manter, eu serei bem recebido por aqui... quem falou que tava com grana pra me emprestar mesmo????

O Quarto Dia (como lembrado no sexto...)

É... pelo título já dá pra perceber que tá ficando complicado manter a freqüência que eu pretendia... então eu vou tentar ser mais sucinto! Até porque não vou poder postar as fotos desse dia. Vou aproveitar e desviar um pouco do assunto e puxar uma discussão mais filosófica.
O que acontece é o seguinte: durante minha vida toda eu aprendi a pensar na Inglaterra como uma colônia dos EUA. Lógico, sei que a história conta o contrário, mas no período em que eu vivi, na verdade da segunda guerra pra cá, a metrópole está, de fato, na América. Acho que, intimamente, viajei pra cá com essa idéia razoavelmente (e inconscientemente) entranhada em minha cabeça. E foi nesse dia que eu tive que abandoná-la. Pela manhã eu acordei razoavelmente cedo pra ir visitar a London Tower. Na minha cabeça de quem viu muito desenho animado, a Torre de Londres era uma torre com uma prisão super-conhecida, e o local onde se guardavam as jóias da coroa inglesa, que todo mundo já tentou roubar (principalmente o Pinky e o Cérebro). Qual não foi a minha surpresa ao saber que ela é na verdade uma puta fortaleza imensa com 1000 aninhos de idade, inclusive contando com uma pequena vila lá dentro, onde moram as +-45 famílias dos caras que mantêm o lugar. Incrível!!!! E, das jóias, acho que vocês fazem uma idéia. Saindo da London Tower, fui conhecer a Tower Bridge, uma ponte linda que atravessa o Tâmisa bem no ponto onde a fortaleza está.
Depois disso, peguei um metrô e atravessei a cidade pra conhecer um nicho de atrações turísticas: London Eye, o Big Ben o Parlamento e a Westminster Abbey. A saída do metrô dá direto pras casas do parlamento, um prédio imenso (e lindo), não lembro de ter visto uma construção tão impressionante antes. Esse nicho de atrações foi certamente a coisa que mais me impressionou em termos de atrações turísticas até agora. Foi aí que me veio a percepção de que a Inglaterra, apesar de hoje estar como está, foi a nação mais poderosa do mundo por 400 anos!!!! O Parlamento é realmente um negócio de louco, fantástico... aí você atravessa a rua e tem a Westminster Abbey... fora toda a beleza que todo mundo já pode esperar de uma igreja daquela, o mais impressionante pra mim foram os túmulos... não pela beleza (fora os da realeza, e alguns outros poucos, costumam ser bem simples)... mas pelo conjunto impressionante de personalidades... enorme parte dos grandes gênios ingleses estão homenageados ali... não vou nem tentar listar, são mais de 150 homenagens... sendo que boa parte deles estão efetivamente enterrados ali... acho que eu curti bastante essa coisa de homenagear essas personalidades, e as pessoas vão lá olhar os túmulos dos caras, colocam flores... o guia contou que no dia do enterro do Charles Dickens, ninguém apareceu porque eles fizerem em segredo... mas aí a notícia se espalhou de que ele estava enterrado lá, aí passaram-se semanas com milhares de pessoas entrando e saindo pra ver o túmulo dele, deixar flores, essas coisas... por um escritor!!!! Onde é que o Machado está enterrado mesmo? E o Drummond?? Será que é ignorância minha não saber ou meu argumento faz sentido???

Tuesday, December 19, 2006

Terceiro Dia (como lembrado no quarto dia)










Ontem, como nenhum de vocês deve ter percebido, não escrevi nada. Pois é, quebrei minha intenção de escrever todo dia já no terceiro... tsc tsc tsc. Mas foi por uma boa causa, eu tava destruído, cansado pra caralho. Vamos ver se eu me lembro de tudo certinho. Nós começamos o dia andando até a St. Paul's Cathedral(alguns links vou colocar em inglês porque não tem muito material em português), uma das igrejas mais massas aqui de Londres. Taty e Jordão tinham promessas (cada um por uma coisa) a pagar. O interessante é que as promessas eram "andar até a St. Paul's Cathedral", só que aí eles descobriram que a catedral é super perto. É supérfulo eu dizer que catedral é linda, imensa, bla, bla, bla. A informação relevante é que, como tudo aqui em Londres, tem que pagar pra entrar, e muito!!! £9.00!!!! Porra, aí é foda. Depois vou falar mais um pouco sobre o quanto é fácil gastar dinheiro por aqui, mas vocês já devem fazer uma idéia. Enfim, não entrei. Mas tou pensando seriamente em voltar lá se sobrar tempo (e dinheiro). Dizem que o interior é lindo, é a segunda cúpula mais alta do mundo, enfim, parece que tem várias coisas interessantes lá dentro. Depois disso meus estudiosos anfitriões voltaram pra casa e eu atravessei a ponte Millenium Bridge sobre o Tâmisa (River Thames) para conhecer o Tate Modern. Este museu é o melhor museu de arte moderna de Londres, talvez a contraparte do Metropolitan de NY na Europa. Eu particularmente não sou fã de arte moderna. A impressão que dá é que já gastaram todas as maneiras de fazer arte tanto que os artista conteporâneos ou são retrô (e fazem algo que já foi feito) ou tentam "pensar fora da caixa" e fazem aquelas coisas malucas que só são arte porque alguém disse que são, e porque "exploram novas fronteiras". Pronto, essa é minha opinião preconceituosa sobre o assunto. Ou melhor, essa era minha opinião preconceituosa sobre o assunto. Agora, não há mais preconceito algum, acho que depois das horas que eu passei lá ontem eu posso dizer que já vi o suficiente para ter um conceito. Com isso em mente, e animado pelo fato da entrada ser por "doação" (ou seja, de graça), eu entrei. E agora eu posso dizer: eu não sou nem um pouco fã de arte moderna.
Depois de sair do Tate fui ao Shakespeare Globe's Theatre, uma reconstituição fiel de como eram os teatros na Londres em que Shakespeare viveu. Infelizmente, eles fechavam mais cedo ontem, então eu não consegui fazer o tour. Pena, vou tentar voltar lá depois porque pareceu muito legal (mas, mais uma vez tem que pagar uns £9,00). Depois disso andei mais um tanto mas já tava quase escurecendo.... esse negócio de 4:00 ser de noite é complicado, acaba com o dia.... ah, sim, já ia quase esquecendo... me bati meio sem querer com uma igreja muito linda também, logo quando saí do Shakespeare Globe's... pois é, tem tantas e em todo lugar por aqui...



Na verdade, pela minha programação, eu deveria ter ido até a Tower Bridge, mas não deu tempo... me esqueci da história de escurecer cedo, então só deu pra ir até a London Bridge e volta pro meu lado do Tâmisa por ela. Mas pelo menos deu uma vista noturna massa da ponte que deveria ter cruzado.

Voltei então pra casa. Depois de uma parada estratégica, saí dando uma volta por aqui pra tentar achar algum musical que desse pra assistir barato. Dei sorte, e consegui comprar um ingresso barato (£10,00), prum lugar bom (de £25,00) para The Producers, um musical que ganhou todos os prêmios de melhor musical do ano. Foi muito louco. Recomendo a quem tiver a chance. Tem que estar com o inglês afiado, porque é comédia, então só faz sentido se conseguir entender as piadas. E é muito engraçado!!!!! Terminei o dia indo pruma balada tipicamente londrina pra ver como era o esquema (basicamente a única que estava aberta quando saí do musical). Não é muito diferente do que esperava não, e foi até incrivelmente barato. Uma dose de Ballantines por £2,00 (opcionalmente com coca). E entrada gratuita pra estudantes. Não sei se era só porque era uma segunda-feira, mas foi bem barato... bem, depois disso fui dormir, afinal tinha que acordar umas 8:00 pra ter alguma esperança de ver tudo que eu queria ver. Os dias estão acabando, e a quantidade de coisa que tem nessa cidade é impressionante!!!!!!!





Sunday, December 17, 2006

Quote of the Day

Vamos tentar estabelecer uma "tradição"aqui, né...

"I'm 31 years old
That ain't the end, but it sure ain't where I began"

de Stephenville, TX, por Jewel